Pós-Graduação em Bioética, Felicidade e Saúde Mental

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user  Coordenação: Jorge Humberto Dias / Cândida Carvalho


opened-email-envelope  estudosposgraduados@uatlantica.pt


calendar  6 de novembro de 2021


clock-circular-outline  2 sábados por mês, das 9h às 13h e das 14h30 às 18h30 (por MS Teams)


exam   31 ects


calendar (1)  120h


translation  PT


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A Bioética tem sido definida como “o estudo sistemático das dimensões morais – que inclui visão, decisão, conduta e normas morais – das ciências da vida e da saúde, utilizando uma diversidade de metodologias éticas num contexto multidisciplinar” (Encyclopedia of bioethics, introdução, p. XXI, W.T. Reich, editor responsável).

A Bioética surgiu como área de estudos interdisciplinares nos EUA, na década de 70 do século XX. O termo foi usado pela primeira vez pelo pastor protestante alemão Fritz Jahr no seu artigo editorial da revista Kosmos, intitulado Bio-Ethik. Eine Umschau über die ethischen Beziehungen des Menschen zu Tier und Pflanze (Bioética: Uma Revisão do Relacionamento Ético dos Humanos com os Animais e Plantas). Em 1954, o teólogo protestante Joseph F. Fletcher publica o livro Morals and Medicine. The Moral Problems of the Patient Right to Know the Truth, Contraception, Artificial Insemination, Sterilization, Euthanasia. Esta obra é considerada pioneira no campo dos direitos dos doentes e remete para questões fundamentais e persistentes no pensamento bioético.

Mas, foi na década de 70 que se iniciou o seu processo de institucionalização: o ginecologista André Hellegers fundou na Universidade de Georgetown, em Washington D.C., o Joseph and Rose Kennedy Institute for the Study of Human Reproduction and Bioethics, atualmente conhecido como Kennedy Institute of Ethics e Van Potter, médico oncologista, publicou a sua obra: Bioethics: a bridge to the future. Para Potter, a Humanidade precisava de uma nova sabedoria que lhe proporcionasse o knowhow de como usar o conhecimento, integrando os factos biológicos com os valores éticos.

Hoje a Bioética tem como missão: “divulgar informação, contribuir para a formação da opinião e para a ponderação da decisão, constituindo a expressão contemporânea da prudência aristotélica.” (cf. Maria do Céu Patrão Neves, O Admirável Horizonte da Bioética)

Podemos, portanto, afirmar que a esfera de reflexão e atuação da Bioética inclui a dimensão individual e comunitária, institucional e societal, política e civil, constituindo pedra basilar do agir responsável, com e para os outros. Neste sentido, é uma área do conhecimento que tem implicações, não só na nossa conceção de ciência e tecnologia, cuidados de saúde e saúde pública, mas também na saúde de cada um.

No âmbito dos Relatórios Mundiais de Felicidade, tem surgido evidência científica sobre a interação entre o investimento no bem-estar pessoal e organizacional, e a melhoria da saúde mental.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental é um estado de bem-estar em que cada indivíduo realiza o seu próprio potencial, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de contribuir para a sua comunidade. O bem-estar pode ser entendido como um estado mental, físico e social positivo, que abarca sentimentos de otimismo, satisfação, felicidade, autoestima e de viver com propósito.

A integração da Bioética (com o seu enfoque na reflexão sobre como devemos agir face à vida nas suas diversas formas) com estudos sobre a Felicidade e a Saúde Mental é de facto inovadora e responde às necessidades atuais. Nomeadamente, os avanços na área da IA, da edição do genoma humano e da medicina personalizada e preditiva, exigem processos de deliberação e de decisão partilhada que só serão possíveis se investirmos numa abordagem interdisciplinar, dialógica e holística.

Estas foram as motivações que nos levaram a criar este Programa inovador numa Instituição de Ensino Superior com uma forte tradição na área das Ciências da Saúde e dos Estudos sobre a Felicidade.

Apresentar as atuais questões éticas das pessoas em geral e no seu contexto profissional, e os desafios trazidos pelos avanços tecnológicos que afetam a sociedade. Pretende-se capacitar os profissionais para atuarem em Comissões de Ética.

  1. Adquirir conhecimentos sobre os fundamentos e percursos da Bioética;
  2. Reconhecer as questões bioéticas emergentes no séc. XXI e as questões persistentes ao longo da História dos sécs. XX e XXI;
  3. Analisar casos práticos e fazer exercícios de deliberação ética, tendo em atenção o papel do contexto (religioso, jurídico, cultural e ético, entre outros)
  4. Debater os diferentes paradigmas de Felicidade e o modo como podem ser aplicados à vida pessoal e organizacional.
  5. Monitorizar ferramentas de trabalho na área do curso.
  6. Compreender a ligação entre saúde mental, a felicidade e o comportamento pessoal e organizacional.
  7. Compreender as diferentes interpretações culturais, jurídicas, religiosas e éticas para uma mesma situação, facto ou caso.

Profissionais e estudantes de diferentes áreas da Saúde e das Ciências Sociais e Humanas interessados nas áreas da Bioética, Felicidade e Saúde Mental.

– Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira;

– Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (a confirmar);

– Gabinete PROJECT@ – Consultoria Filosófica;

– Projeto de Investigação “Perspetivas sobre a Felicidade. Contributos para Portugal no World Happiness Report (ONU)”;

– Clube dos Construtores de Felicidade;

– I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto (a confirmar);

– Reitoria da Universidade do Porto (a confirmar);

– ICBAS (a confirmar);

– Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (a confirmar);

– Associação ENCONTRAR+SE (a confirmar);

– DASH (The Doctor as a Humanist) (a confirmar);

– EUNAMES (European Society of Narrative Medicine) (a confirmar);

Tens dúvidas ou precisas de mais informações?